segunda-feira, 29 de maio de 2023

Já fui par, hoje sou impar.

 



     Quando era criança, fui instruída a ser par, aquele conceito de que você vai crescer, casar, ter família, mas como uma boa contestadora de ideias, normas e apaixonada por leitura, pois isso sim muda uma pessoa, vi que não era bem assim que daria certo pra mim, juro que tentei! E como tentei, essa história de seguir o que tem que ser, pois é o certo, pergunto-me que certo é esse? certo pra quem? E quem fez esse gabarito da vida certa, pois esse negocio de casar e ter família não veio no meu manual de instrução, o meu veio foi: conhecer, ler, saber, provar, viver, ser livre, voar o mais alto e longe que poder dos limites a mim impostos.

 E o mundo gira, na verdade gira bem rápido até deixar agente tonta, e foi nesses giros da terra que um belo dia, eu impar, convicta e convencida,  me vi par , como assim? Bem alguém corajoso, domador de feras, com um sorriso lindo, uma voz rouca, careca,  um bom humor contagiante, uma cola para unir as pessoas mais distintas e um romântico, apelidado por mim de " meu quentinho" , o Reg, chegou e eu também fui chegando, sem querer ser muitoooooo par, descobri que é bom ser par, casada, dividir a vida, coisas assim, vivi. Melhor que posso dizer é que foi escrito uma convivência alegre, contagiante, agitada, de momentos a dois, aquela coisa de par. Vamos fazer juntos, O que um quer, depois o que o outro quer, depois o que os dois querem, sempre levando a vida como um balançar das palhas dos coqueiros na beira da praia. E fiz coisas maravilhosas, realizamos sonhos, ele realizava os meus e eu os dele e nós realizávamos os nossos sonhos juntos, mas nada é para sempre e como a vida é um sopro, foi um sopro que o levou pra Deus, inspirou, expirou e se foi, mas deixou uma saudade sem tamanho, lembranças massas, e uma coisa que ninguém rouba, dias felizes. Resumindo voltei a ser impar, mas agora sabendo o gostinho bom que foi ser par.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Cuidado, o tempo voa.

 Fiquei parada um dia todo, só parada, nem queria sair da cama, só para comer e ir ao banheiro, mas foi aí que o não fazer nada mostrou o quanto o tempo passa, fiquei pensando, lembrando o quanto de coisas que dá pra fazer em um dia, dá pra realizar tudo ou não fazer nada.

Fazer nada dá trabalho, chega até a cansar, considero que existe  um momento que ficar sem fazer nada só contemplando o silêncio nos trás uma paz que só a solidão conhece, apresentar-se a si mesmo, olhar o infinito dentro de si, algo particular, único, desvendando o nada, o vazio, a ilha isolada que todos nós somos. Sabendo que podemos estar sozinhos em uma multidão, está sem a companhia de pessoas, isso é está só, de fato e de direito, mas o estar só, em silencio e conseguir silenciar a mente nos faz notar que como afirma o poeta: " o tempo não para" e que medo isso trás! Ou será que trás aflição? Constatar que não somos o centro do Cosmos, somos só um pontinho, e que se não tivermos cuidado nem isso mais seremos, temos que dar significado a nossa vida, sendo o que queremos ser e aprendendo a conviver, pois se assim não for, a vida vai ficar difícil demais e ninguém deseja complicar mais o que já é complicado.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Para sempre


Esses dias em um momento triste ouvi essa frase: 
" e tudo que você nos ensinou estará conosco para sempre", foi um senhor que falou, mas o:  "para sempre" foi dito com muita intensidade de uma forma que ecoou na minha mente. Foi assim: para sempre, para sempre, para sempre ...
Mas,  o que é para sempre? 
Nós seres humanos  somos tão finitos e como uma historia que tem: começo, meio e fim. 
Fiquei pensando o que poderia ser para sempre, pensei: na pedra, na alma, em Deus , no cosmos, no amor, na luz.
Depois fui refletir, em que momento mais usamos a expressão para sempre, usamos em casamentos, em declarações de amor, em cerimônias religiosas, no eixo familiar e com raiva, pense em uma raiva grande para ouvirmos essa expressão. Usamos também em desejos: te desejo muita paz, amor, felicidade, de saúde e fé para sempre, até que nos demos conta que para sempre não existe, pois só existe o hoje.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

EU NÃO ME PAREÇO COM NINGUÉM


       Assim que ouvi esta frase, minha cabeça começo a gerar idéias: a primeira foi concordar com a afirmação, somos únicos! Temos individualidades, nuances, formas, cores e pensamentos totalmente originais, mas ao mesmo tempo também passamos a vida a procura de iguais, tarefa que considero impossível de ser realizada, mas tentar é bem válido, pois quando estamos cercados de pessoas que tem pelo menos um ponto em comum nos sentimos mais confortáveis, mais acolhidos.
       Depois essa coisa de parecer fisicamente com outra pessoa, xiiii isso é meio chato pra todas as pessoas, pois tem comparação tão fora do esquadro que ficamos envergonhados de negar, é meio assim: Olha fulano, o outro fulano é a tua cara! Trazem fotos, recortes de jornais, mostram em celulares, sei que tem gente que gosta de parecer com outras pessoas, como as famosas, mas ser sósia é o que mesmo? É viver sendo uma sombra ou um reflexo de outro, neste momento pergunto: Quem é você? Você é você? Ou é o outro? Acho que sim,  quer ser o outro e não é, nem nunca será, será um coitadinho, passara a vida querendo ser cigarra e não sai da forma de formiga.
         Tem outra forma de semelhança, é parecer com o outro no mundo das idéias, você pensa igual a ele(a). O que gera aquele pensamento de “Maria vai com as outras”, gosto de ter o meu espaço, esse negocio de seguir a maioria me dar arrepios, calafrios de tremer o corpo todo, fico olhando as outras pessoas que concordam com tudo, tipo calangos que ficam só balançando a cabeça e concordando com tudo, são iguais a cordeirinhos mansinhos e dominados, sou mais o tipo cabra, e na região do Brasil que vivo, me considero é uma “cabra da peste”! Bem teimosinha, afinal essa já foi uma das coisas que me rotularam desde criança já que  me chamaram a vida toda de teimosa, então eu vesti a carapuça, o sapato, o chapéu, o vestido longo e agora chego logo afirmando aos quatro ventos: Sou teimosa e daí? Fazer o que? Me deram a dica eu agora sigo o rumo.

       Não consigo achar as pessoas iguais as outras, às vezes consigo até ver unas poucas semelhanças, vejo pontos em comum e pontos de apoio, onde uma começa a frase e outro termina, vejo cabelos diferentes com cores e modelagem diferentes, formas de rostos distintas, formas de mão únicas, de pés, desenhos de silhuetas tão singulares, mas fico parada em lugares públicos e cada vez que observo chego a ficar mais surpresa como as pessoas são diferentes. Chegamos ao ponto de procurarmos algo em comum com outro para nos sentirmos deste planeta.

domingo, 27 de setembro de 2015

Apego ao passado.

           

 Quem não tem apego ao passado? Memórias, lembranças, objetos e nos remetem a um passado todo florido que não volta mais, porém se olharmos bem de perto não foi tão bom assim, é que a mente humana tem o poder de filtrar fatos e deixar o que foi bom e lançando fora o que não foi tão bom assim, Justificando a afirmação anterior, com afirmativas: "era tão bom o tempo de criança!" quando não tinha preocupação com as contas, mas  pessoalzinho quando tu era criança tu só queria ser grande para fazer as coisas de gente grande, sair sem dar satisfação, comer o que quisesse e não o que a mãe mandava, ter uma vida  independente, mas mau sabia tu que quando crescemos as responsabilidades crescem junto.
              Outra lembrança florida:  bom era o tempo de escola, era bom? Tinha amigos, namorados, professores, tudo lindo e maravilhoso, aprendia grande lições de vida e todo o resto era brincadeira, nada disso, era bullying direto, quando tu não era a vítima era o causador, e a escola era chata, aulas, filas, provas, queríamos mesmo era fugir, só para ficar conversando na esquina, jogar games com os amigos, namorar, das voltas no centro da cidade, este era o meu caso, hoje iria ao shopping, nem que fosse só para um sorvete e ver vitrines.
             Vamos nos apegar a coisas: objetos que guardamos não só para boas lembranças mas para um tortura pessoal, guardar roupas que nunca mais usaremos para lembrar de algo que não se repetirá, o casamento, a formatura, a nossa infância, a nossa magreza, nosso tempo de obesa, de solteira, de casada, de bailarina, de jogadora de um esporte qualquer, blá, blá, blá, alô! Tem fotos digitais para se evitar tanto entulho e mofo no mundo.
               Guardar objeto com significado especial, deve ser policiado e determinar o número desses tesouros, pois se não acordaremos um dia cobertos por coisas que apenas nos impedem de ver que a vida continua que o mudo gira, guarda rolhas de vinhos degustados, flores desidratadas, cartas, revistas, jornais, moedas, papeis, caixas cheias de se lá o que, tudo é importante, mas com o tempo o novo sempre vem e se ficamos apegados ao passado, deixamos de viver o hoje e de sonhar com o amanhã e pra mim que deve gira sob o seu eixo é o pião e não nós.

Ser mãe.

        Fico abismada com este ser super humano denominado de mãe, sempre me refiro as de verdade, as mães que sempre conseguem ter tudo no lugar e sob o controle, mas nunca estão satisfeitas consigo mesmas, achando que  podem fazer algo a mais pelo filhos, é aquele amor incondicional e falando nele, neste amor incondicional que muitas afirmam:  "só sabe o que é amor verdadeiro quem é mãe!" Afirmação que discordo de dentro das minhas entranhas.
     Veio a mim uma cobrança que recebo desde a menor idade que me recordo, desde criança, todas, sim todas as meninas, são treinadas, preparadas, intimadas para ser mães! E pronto, caso queiram ou não, caso possam ou não, todas as mulheres devem ser mães, pelo menos esta é nítida impressão que tive por anos. Mas o tempo passa e voa e como os parâmetros mudam, os conceitos de sociedade evoluem, podemos dizer que para as mulheres de hoje ser mãe é uma das opções que todas  podem escolher ,se querem ou não, no meu caso é não. Por muito momentos da vida brinquei de casinha, imaginei como seria o futuro com casa, marido, filhos, mas isso foi uma programação, uma lavagem cerebral, a qual já me libertei, é agora uma mulher pode ser feliz realizada com família e optar por não ser mãe, mas aqui na minha região ainda incomoda, não choca as pessoas, apenas incomoda, mesmo sem expressar uma palavra, sem se quer falar, lemos os olhares que são de repreensão, aquele olhar de questionamento: Como você tão cheia de vida não quer ser mãe?! Conheço demais este olhar, mas ele não me incomoda mais.
       assistindo tv vi uma afirmação de uma atriz famosa no Brasil que era assim "nunca tive competência para ser mãe ", gostei dela, por pesquisando ví que competência significa: o conjunto de habilidades, conhecimentos para agirr em uma determinada situação, e pensando bem nem todo mundo tem competência para ser mãe, vemos umas que jogam o filho no lixo, outras maltratam, outras dão tudo menos amor e por aí vai.
         E o que fica na minha mente é que seria muito bom se só pudessem ser mãe, as mulheres que tivessem competência  para tal função, compromisso, pois esta profissão vitalícia e voluntária, diurna e noturna, merece muito mais que um dia no ano de atenção quando nós dá vontade, nós filhos, deveríamos ser eternamente, minuto a minuto, segundo a segundo eternos cuidadores de nosso mães, pois isso sim é a representação do amor incondicional e verdadeiro e não da ingratidão tão presente nos dias de hoje!

Pessoas bonitas

Tema que me coçou o juízo, é a vida é mais fácil para as pessoas bonitas, não para as bonitinhas, tem que ser bonita mesmo, fico observando como tem privilégios as pessoas com atributos de beleza, primeiro na infância, aquele bebê que todo mundo olha e diz oh! E depois que crescem chegam os mimos do nada e para os menos favorecidos sobra a apenas utilizarem de outros atributos como a esperteza, a inteligência, e muitos outros talentos, é engraçado como as pessoas podem ser cruéis, dizem assim:
       - Fulaninho é lindo mas o outro fulaninho também é legal! Legal? quem quer ser a pessoa legal do lado do bonito, do lindão ou lindona, queremos ser o máximo também.
        Os bonitos ficam na frente em filas, desfiles, apresentações, fotos e quando crescem são escolhidos primeiro em empregos, pela aparência e quando se envolvem com os menos favorecidos de beleza ainda são jugados: Como pode fulano tão bonita (o)? Namorando, casado se relacionando com o outro feio pra caramba.
Pois bem eu não endosso este coro, claro que não sou hipócrita de afirmar que não gosto de pessoas bonitas, mas nada de dar vida mole para qualquer sorriso e rostinho perfeito e corpo esculpido a mão por Michelangelo, vou botar a prova se a beleza vale a pena, se tem conteúdo, se sabe, se é capaz, tem que provar, pois tento ver além da casca e deixo minha contemplação do belo para o Louvre e outro museus que puder visitar.
        Agora me redimindo amo pessoas! Sejam bonitas ou não, o que cansa mesmo é o endeusamento das pessoas bonitas e desprezo pelas menos providas de beleza, mas se formos conceituar beleza, encontraremos um conceito diferente para cada povo, cultura e pessoa, pois num mundo formado por seres humanos tão diferentes o que é bonito pra mim pode não ser bonito para você.

terça-feira, 31 de março de 2015

Barriga

Uma conversa sobre barriga ou seria uma homenagem  a barriga.
Parei para pensar e observei o quanto a barriga, a famosa barriguinha tem um poder imenso e muitos significados, é a barriga tem poder sim, o poder de aproximar e afastar as pessoas, de definir carater e estilo de vida.
Primeiro exemplo que chama a atenção de todos é um abdomem, nome chic da barriga, definido, torneado, onde vemos músculos, a chamada barriga tanquinho, cheia de curvas bem definidas é vista como um sinal de beleza e cuidado que seu dono tem com a sua saúde, e que ele deve praticar esportes, academias, comer tudo saudável e com certeza evitar os excessos, e o exemplo o contrário também é verdadeiro, quem tem a barriguinha saliente, bem redondinha, aquela que acusa logo que o seu dono aprecia uma cervejinha gelada com todos os acompanhamentos devidos ou pode apreciar apenas os acompanhamentos e que nem passa na calçada de uma academia para não ter remorso de não ir, gosta é e papear e é cheio de sabedoria de almanaque.


Continuando a falar do poder da barriga, quando ela é uma atrativo do sexo oposto, sim pois desde os antigos egípcios que eram seduzidos pela dança do ventre, sim os movimentos vigorosos feitos pela a parte mais sex do corpo, esqueçam bundas e peitos, lá quem tinha valor era a barriguinha, e até hoje ainda tem,  e em uma praia ela aparece no centro de tudo, e nos dá margem para tomarmos satisfação da vida dos outros, essa é sarada, essa é cheinha, essa é uma bolinha, essa vai a academia, essa se cuida e essa só relaxa.
E na hora de dançar, seja juntinho ou separado tem que ter molejo, e mesmo sendo parte do conjunto  a barriga tem sua importância, como no caimento do figuro da dança, como um realce aos movimentos e  lembrando sempre, ela esta no centro de tudo.
Agora devo citar a barriga como poder, status, e privilégios imagina essa situação:
quando uma mulher diz estar grávida, para onde olhamos? Lógico para a barriga, aí não paramos de dar a futura mamãe os privilégios devidos e muitos mais à medida que a barriga vai crescendo, e calma os homens também tem privilégio graças a uma grande barriga, como o Rei Momo, que sem uma grande barriga nunca receberia a atenção e nem coroa alguma e nem seria privilegiado com festas e rainhas com barrigas tanquinhos é claro, embora considero isso uma descriminação pois os homens podem ter barrigas em forma de bolas e as mulheres tem que ralar na academia para manter a forma, isso é injusto e fica aqui o meu protesto!

E voltando no tempo tem coisa mais linda do que os bebês com suas barriguinhas fofas! Quem não quer cheirar e beijar uma coisinha tão fofa? Aí vamos crescendo e vemos o quando a diferença da barriga dos meninos e meninas, onde a nossa meninas vai ficando bem desenhada, em forma de pilão a dos meninos crescem retas, olha aí mais um atributo para a barriga, diferenciar gêneros humanos, nem que seja só por um determinado tempo, pois hoje a moda das academias estão deixando os abdomens iguais, fica até sem graça, mas ainda temos tempo de tornar a barriga romântica e muito sex, pois vinha pensando em sua importância, em seus segredos,  neste contexto coloquei-me no ambiente de trabalho onde  ela é protegida, guardada a sete chaves, afinal você já viu a barriga do seu chefe? Onde? Quando? Em que circunstâncias? E do colega de trabalho? Tem que ser intimo ou encontrar por acaso na praia e olha  lá se estiver exposta, e na eram dos selfs, fotos de barriga de fora quem posta? Quem malha muito ou não tá nem aí mesmo, então vemos aqui mais um traço de personalidade inserido no contexto da barriga que é: ser tímido ou recatado, exibicionista ou não, narcisista ou não, ficam aqui muitas indagações e devaneios sobre a barriga poderia eu escrever um tratado de tordesilhas sobre este assunto mas olhando para a minha barriguinha que amo muito e me orgulho, vou deixar aos amigos leitores uma perguntinha: sua barriga pode revelar algo sobre você?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Uma amiga ruiva.

       Interessante é que o Brasil é uma país de mistura de raças, o índio, o negro e o europeu formaram um belo mosaico de formas, cores tipos de pessoas com cabelos, estaturas, sotaques com muita diversidade.
        Somos um povo colorido, alegre e temos todos os tipos de pessoas no nosso país, mas o que me chama a atenção são as pessoas ruivas, declaro aqui que graças as colorações artificiais pertenci a este grupo de pessoas, sim, fui ruiva!! Por opção, o que requereu muita atitude, ser ruiva é o máximo, você vira até ponto de referencia, ouvi o rapaz dizer ao telefone; " estou ao lado da moça ruiva!", pessoas desconhecidas param para elogiar seu cabelo,  mas a base coloração artificial dá muito trabalho, então depois de quatro anos ruivíssima voltei a ser morena, mas nunca deixei de ter um encanto pelos fios de cabelos ruivos, vermelhinhos, pois são pessoas que brilham como fogo quando estão ao Sol.
            Faz pouco tempo que conheci uma menina ruiva, chamo qualquer mulher de menina, definindo menina no meu vocabulário é uma mulher dos vinte aos sessenta anos, voltando esta menina que conheci na aula de dança, pele branca, olhos bem vivos, cabelos ruivos, chama-se Lisy. Logo fiquei atenta a ela, pois seus cabelos são ruivos naturais, notei que ela é muito sábia e com muitas intervenções esclarecedoras que podem até assustar os distraídos, pois no mundo atual falar de forma clara e objetiva caiu em desuso, além disso a minha amiga debate muito bem , opinando sobre assuntos diversos e o melhor de tudo é muito sincera, sem ser grosseira, outra qualidade rara hoje, e tão eloquente que é, que quando desconhece o assunto informa a todos que não pode dar opinião por ser leiga neste .
       Fico pensando, será que ela, ruiva sabe que todas as atitudes e opiniões dela são realçadas pelo brilhos dos seus fios de fogo, pelos seus cabelos ruivos ou isso passa desapercebido, será que desde criança já utilizava a força dos seus cabelos de fogo para encantar a todos. Eu só sei é que quero deixar claro é que admiro as pessoas ruivas e Lyse só veio agregar mais e ainda mais qualidades aos ruivos brasileiros e depois de ter uma amiga ruivíssima, ruivassa, super ruiva, espero aprender muito com ela.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A verdade dos pais.



        Nascemos e nosso primeiro contato com o mundo acontece através de nossos pais, guardiões supremos de nós, bebês indefesos recém chegados ao mundo cruel. Assim segue a vida o seu rumo natural, somos alimentados, cuidados, acalentados, cheios de mimos uns mais outros menos, quando estamos doentes damos preocupação, depois ficamos curados e subimos em árvores, podendo até cair delas, pulamos, rodamos e como criança gosta de rodar, dançamos, vamos a escola, sofremos,  e como criança sofre, nunca tem razão, pois somos afoitos, devemos então desde cedo ouvir e obedecer a sabedoria suprema e inquestionável dos pais, pois são eles os pioneiros, os que nos precederam, os que sabem tudo, nos ensinam o sim e não, o certo e o errado, e como sou do tempo que bastava um olhar do pai ou da mãe para sabermos que aquilo não era coisa de criança, saímos do ambiente em um silêncio sagrado ou ficava logo calada sem esboçar qualquer opinião, nem um piu!
              Os pais de verdade, assim chamo  aqueles que dedicam suas vidas ou boa parte dela a criar os filhos com tudo de bom e de melhor que podem oferta aos seus amados filhos, coisa que hoje é  rara, pois vejo cada disparate, hoje quero até questionar se evoluímos ou regredimos no quesito criar os filhos. Voltando no tempo, porém como fui criada no modelo antigo, vou direto ao assunto, a verdade dos pais, sim, para mim até um dia desses tudo que pai e mãe falavam era verdade absoluta, só não era lei porque eles não são juristas, só não esta em um livro sagrado pois eles não são sacerdotes, mas as palavras dos meus pais era muito mais séria e que lei, mais verdadeira que a verdade, inquestionável!!!
                  Difícil é, descobrir que seus pais mentem, simples, bem simples, são humanos e metem, isso me deixou chocada, neguei até onde pude, sim, fiz rodas e rodas de conversas com amigas muito mais sábias, por terem vivido mais que eu, e confiar um assunto tão delicado como questionar a verdade dos pais. Como assim? O que? Não é possível, que os pais mintam, ainda fica complicado para mim afirmar coisa tão séria, mas vamos aos fatos, primeiro os pais mentem para nossa proteção, contam histórias escabrosas sobre punições severas as travessuras que desejamos fazer, tem o bicho papão, o boi da cara preta, a perna cabeluda, o bode, o babau, o papa figo, tudo para segurar nosso impulso desbravador, mas estas mentirinhas são até perdoáveis e mais que justificadas.
             Quando crescemos continuamos a confiar na opinião mais sensata do mundo, aceitando-as como verdades inquestionáveis, tanto que parecem até praga, se não ouvir e obedecer, vai se arrepender, continuamos crescendo e vemos nossos pais agora como amigos mais experientes e começamos a descobrir suas pequenas mentiras, aquelas que fazem parte da vida de todos, atender o telefone, mandam dizer que não estão, dizem que vão a um evento quando nunca pensaram em aparecer por lá,  dizem que gostam de fulano e de beltrano, mas nem suportam tais pessoas, tratam bem parentes que seriam melhor nem tê-los conhecidos, e quebram diversas promessas, sem nem sentir nada, nem um pesinho na consciência, e por aí vai, pois afinal, mesmo sendo pais são humanos, e a nossa espécie é cheia de falhas o porque então seriam eles excluídos de tê-las.

Medo da felicidade

     Por estes dias estava assistindo um programa de tv, ouvi esta afirmação e fiquei atenta ao que poderia ser esclarecido depois desta informação tão nova e assustadora para mim, pois até então podia imaginar que existisse medo de quase tudo no mundo, mas medo de ser feliz, logo ser feliz! Medo da felicidade algo tão almejado por todos.
     Sobre os esclarecimentos que ouvi, era mais ou menos assim, você compara um carro, objeto de desejo e mesmo tendo carteira, não consegue dirigi-lo, tem vontade de viajar, consegue comprar uma passagem de avião e do nada morre de medo de entrar nele e decolar rumo a realização do sonho, traduzindo, realização, satisfação própria, igual a felicidade, igual a medo. Assim foi seguido e debate e eu fiquei matutando sobre este medo, quem tem, quem não tem, se tenho ou já tive., e por aí fui criando ideias e teorias. Seria o medo de ser feliz uma forma de auto sabotagem? Explicaria assim: quando estamos quase conseguindo ser feliz aí lembramos de um defeito que nos faz regredir ao estado de tristeza, que satisfaz tanto todos os que nos rodeiam como a nós, sendo assim todo mundo fica t

riste, todo mundo fica igual, e nada de acreditar na felicidade, de mostrar ser feliz ou de compartilhar esta felicidade pois isso incomoda, e como incomoda.
         A felicidade incomoda, sabia que quando conseguimos realizar algo com êxito, termos sucesso, na carreira, na vida amorosa, na vida financeira, em uma viagem,  tem muita gente que torce para dar tudo para trás, ou simplesmente profere um pensamento pessimista e medíocre ou como diria o meu irmão com o " olho da pata gulosa" bota um peso de inveja e raiva  que Deus me livre. Nós Podemos então ter medo da felicidade, podemos sim, mas mesmo assim iremos busca e o mais importante conquista-la para vive-la nem que seja por um breve instante.

Ser multi - uma honra. - Uma homenagem a minha amiga Gislane


       
        O que para muitas pessoas seria um tarefa difícil, para outras seria apenas mais um desafio a ser vencido diariamente e foi assim que tudo começou.
      Em 2008 fui chamada a uma reunião que culminou com minha mudança de função, passei a ser uma professora da Sala de Recursos Multifuncional, e fui convocada a curso, treinamento as pressas em um hotel, de nem vou citar o nome, pois era péssimo,   e no meio daquele ruge, ruge conheci uma das pessoas mais inteligentes e hábil em tudo ligado a Educação, amiga Gislane, foi um choque aquele encontro, recordo de tantas informações que foram nos passadas e de uma forma tão confusa que chego a ficar tonta só de lembrar, mas foi nesta celeuma,  onde tudo começou.
        Começou uma jornada de aprendizagem, onde a cada encontro, viagem a Praia de Paraipaba,  Lagoinha, cada conversar informal, fui percebendo o quando Gislane é sábia, suas intervenções, uma mais brilhante que a outra, e ainda é autora de poesia matuta, chic! E muito mais chique é que ela construiu um blog, voltado a Educação Inclusiva onde compartilha muitas informações, desde textos, títulos de filmes, atividades práticas e até blogs de amigos.
       Foram muitos treinamentos, cursos, seminários e o tempo foi passando e que nem percebi que era chegada a hora do "ócio criativo" assim denominado por ela o período que se afastaria da sala de aula, pois é, nem notamos que o tempo chegou, e como foi rápido, tivemos muitos encontros para contarmos nossos "causos", fomos até Canoa Quebrada, só para acabar de quebrar a pontinha que estava inteira, mas essa menina é fogo! E muito séria. 
      É assim que eu a descreveria, se pudéssimos compara-lá a algo que já conhecemos, para mim seria como uma chama, que ilumina e queima, e queima para esquentar, limpar, purificar e principalmente para mudar, pois ser uma das primeiras Multi ao lado de Gigi esta sendo uma lição que vou recordar sempre e uma honra.

Uma amiga de altas habilidades

        É interessante como a vida aproxima e afasta pessoas na hora certa, e o mais impressionante é quando não afasta. Vamos a história da minha amiga Ana Paula, pois vou contar sempre as histórias de amigas próximas e distantes, atuais e ex-amigas, e esta é a história de uma amiga-irmã, amiga-irmã é um neologismo do meu vocabulário, é aquela amiga que te corrige, te ama, dar conselhos e te faz rir, mas é muito séria, tipo: pé no chão, nada de devaneios, vixe!! agora que reparei ela é minha irmã mais velha, e como sou a primeira que nasci na família SG, então estou feliz de ter uma amiga-irmã de coração e ainda mais sábia, pronta para me dar conselhos e me trazer de volta a realidade quando estou em momentos de puro devaneio, o que não é raro, para quem me conhece sabe que vivo sonhando de olhos bem abertos,  pois acredito nesta máxima: o que seria da vida se não existissem os sonhos e os devaneios? Seria uma vida chata, monótona, uma vida em preto e branco,  vivendo eu na era das redes sociais, devo ver as coisas mais coloridas que o arco-íris.
       
         Caracterizar uma amiga tão grande, grande mesmo, grande em atos bondosos e também alta, nem com o mais alto dos saltos eu chego a ficar ombro com ombro com ela,  o que me faz sentir-me protegida, pois pessoas de estatura alta me fazem sentir assim, e voltando as suas características, gosta de dar bons conselhos, sempre com de uma forma que não revolta o aconselhado, pois dar conselhos é uma arte por muitos esquecida, já que na maioria das vezes levamos é carão mesmo, então a amiga Ana Paula tem uma  outra característica muito boa, adora comer, sim, fico muito chateada quando estou na companhia de pessoas stressadas com comida, que não sabem admitir o prazer que dar esta saboreando uma boa pizza ou um bom pudim e ainda reclama da vida ou calcula as calorias do alimento, eu calculo a felicidade e pronto, stress eu tenho em filas, no trânsito, no trabalho, mas a mesa quero esta ao lado de pessoas saudáveis, e sim, minha amiga é show a mesa.
       O melhor é que adoramos rir juntas, no meio de um fato constrangedor, de uma situação que nos faz chorar, derramamos lágrimas e depois que as enxugamos, pronto passou, agora vamos fazer uma piada como o fato ocorrido e ver que a vida sempre trará muito problemas, mas que sempre temos a oportunidade de ver a solução e batalhar por ela, isso chamamos de fé, uma característica mais que marcante de Ana Paula Macedo, olha aí, quando citamos o nome completo a coisa fica séria, é que tenho orgulho de estar no rol de  amiga e de oração dela, pois fico muito confortada quando sei que tenho mais uma pessoa que intercede por mim junto a Deus. 
        Bem, mas agora vamos explicar o título, porque a cito como uma amiga de altas habilidades, se tudo o que relatei não prova que ela tem altas habilidades, então posso justificar pelo simples motivo que a conheci em um curso de altas habilidades/ superdotação e foi assim que seu nome ficou registrado por anos na minha agenda de telefones, Ana Paula Altas Habilidades,  mas confesso a todos que hoje esta apenas como Ana Paula, pois tornou impossível confundi-la com qualquer outra Ana Paula que encontrei na vida.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Cartão postal.



         Não faz muito tempo enviar e receber postais era um hábito entre pessoas que viajavam, recordo-me que antes de viajar sempre organizava na minha agenda o endereço dos amigos mais queridos para enviar-lhes um belo postal, era uma coisa muito prazerosa, escolher e comprar postais encontrava-os em uma banca de revista, em estações de trens,aeroportos, estações rodoviárias, pontos turísticos e livrarias, era uma forma de dividir um pouco da viagem com quem não estava ao nosso lado e também era bom guardar postais para que o próprio viajante pudesse recordar os belos locais que visitou, pois sabemos que a qualidade, o foco e a beleza do local fica sempre mais bonito nos cartões postais.
              Essa sessão de nostalgia veio depois que uma grande amiga, Beatriz Gondim, me enviou um belíssimo postal de sua viagem, e o mais divertido é que estávamos teclando através das atuais redes sociais, sempre em contato e ela me pediu o meu endereço, na minha cabeça só passou esse pensamento: talvez ela precise de um contato, pois encontrava-se fora do país.
           Os dias foram passando e acredito que sua viagem já havia terminado quando eu teclei novamente, agora agradecendo o postal, que coisa linda! Que gesto maravilhoso! Senti-me tão importante usufruindo de um tipo de tesouro que não tem preço, mas tem valor, o de ser importante para outra pessoa, sim, pois quem? Quem? Na era da comunicação rápida e direta, quem pararia em uma banca, investiria tempo e dinheiro, sim pois os postais podem até ser baratos, mas as taxas do correio não facilitam a vida dos nostálgicos como eu, e ainda escrever as palavras mais lindas para quem tem amigos: Tenho saudades,  o que percebo é que naquele momento também fiz parte da viagem, foi como se eu estivesse lá, e acredito que estava, talvez seja esta a justificativa para que eu sonhe, e sonhe sempre que conheço lugares que nunca fui, pois reconheço muitos lugares que nunca estive pessoalmente, mas que estava presente nos pensamentos e no coração dos meus amados amigos que lá estiveram.
             E agora o que fazer com este tão valioso postal, presente que vale muito mais que ouro, emoldurar, colar na capa de meu caderno de trabalho para lembrar-me todos os dias que tenho amigos valiosíssimos que me conhecem tão bem que fico até a ficar ruborizada deles estarem lendo meus pensamentos agora.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Será que sou fumante?

            
      Estava como sempre pensando envolta na fumaça do cigarro de uma amiga, quando me veio este questionamento, sou fumante ou não? É que nasci em um bom lar, minha mãe fumante, meu pai não fumante, sempre fiquei admirada com um amor , com poder tão grande para suportar incessantes baforadas em longos anos de convivência só por amor, que coisa linda! Pois, isso sim é prova de amor, escolher uma amada com um hábito difícil de conviver e nunca reclamar, ou quase nunca para ser mais franca.
              Mas os anos foram passando e como nasci na década de 70, tive minha adolescência nos anos 80, que foi um celeiro de mudanças de hábitos, fiquei entre a geração que achava charmoso fumar e a geração saúde, onde fumar não é tão legal. Eu particularmente não gosto de cigarro ou fumaça de qualquer espécie, mas não consigo viver num mundo sem cigarro, como assim!!! Meus amigos fumam, seus namorados fumam, os pais deles fumam, alguém da família sai pela casa com uma fumacinha de rastro e como era consequência já namorei e namoro um fumante, concluindo se somar as horas que passo ao lado de tantas pessoas fumantes, chego a conclusão que também faço parte deste grupo, nem que eu não queira, pois é fato que todos os dias do ano, os 365, sem exceção nunca fico livre da fumaça de cigarro.
         A pergunta inicial é que fez a minha cabeça coçar, sendo que a reflexão final é a seguinte: poderia eu pedir ou impedir que alguém fume na minha presença sem dar-lhes o direito de me pedir para deixar de fazer algo que me dá prazer? Pois já afirmava a sabedoria popular " quem não tem defeitos que atire a primeira pedra".

segunda-feira, 28 de julho de 2014

As pessoas somem.

         Estou vivenciando uma fase engraçada da minha vida, as pessoas estão sumindo, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e estão sumindo de todas as formas possíveis umas estão sumindo literalmente, não vejo nem o rastro, só mesmo contratando um detetive terei notícias delas, outras estão sumindo fisicamente perderão tantos quilos que com os quilos perdidos dá para fazer outra de mim, e olha que não sou tão leve assim! 
       Tem outras que sumiram que parece que os ETs as levaram ou foram  para o país das Maravilhas, ligo, procuro no pai de Santo google e nada, nem o rastro virtual, outras pessoas morreram mesmo, assim só sumiram dos nosso olhos, mas estão em outro lugar, ainda tem outras ficam escondidas atrás de suas novas famílias, filhos, sabe como é, usam outras pessoas de camuflagem para não percebemos que estão vivendo no bairro vizinho e dando uma de avestruz escondendo a cabeça na terra e deixando aquele corpinho para fora.
       Tem outras pessoas que somem de beréu, abestadas que são mesmo, nos veem e fazem de conta que somos miragem e passam por nós e somem na multidão, outras pessoas somem porque se encontraram, em uma nova Religião, uma nova filosofia de vida, fazendo o caminho de Santiago de Compostela, tenho amigos chic bem, somem até no meio do mundo, mas fica aqui a reflexão: "quanto mais perdemos pessoas mas espaço temos para encontrarmos outras!"

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Eu não quero fazer, o que eu quero fazer.

          Todos já tivemos nossos dias de marasmo e desânimo, mas tem dias de dúvida total, onde ficamos parados, sem sabermos para onde ir, nem muito menos o que fazer, mesmo precisando realizar muitas coisas, ir trabalhar, mesmo tendo uma pinha de coisa para arrumar, colocar no seu devido lugar, coisas para ler, para lavar, para pagar, ligações a fazer, e-mail para ler, vontade de tomar um sorvete, mas aí ficamos no dilema, vou ou não vou? Quero ou não quero? Fazer ou não fazer?
       Na verdade não queremos fazer o que queremos fazer, ficamos paralisados, deitados em frente a tv, olhamos nuvens, vemos o vento balançar coqueiros ou levar folhas, vemos a fumaça saindo na chaleira, ouvimos música, mechemos no computador e aí ficamos quietinhos, olhar parado, só observando a nossa respiração, que só continua pois sem ela não vivemos, pois até ela seria questionada se pudéssemos.
            Precisar fazer coisa o tempo todo cansa, mas o mundo gira, e não é a toa, é para girarmos juntos, mas falando a verdade quem nunca girou a força, pela necessidade de trabalhar, de deixar tudo feito para filhos, maridos, pais, namorados, amigos e até desconhecidos?
             O que penso que quando aparecer o desejo de não querer fazer o que quer fazer, decida logo, relaxe, pare tudo e fique observando o abdômen subir e descer, pois não dá para lutar quando não sabemos nem por onde começar


     

quarta-feira, 19 de março de 2014

Shopping de emoções.

            Estava rodando pela minha bela cidade, Fortaleza, e fiquei admirada com a quantidade de shoppings novos, centro comerciais completos erguidos da noite para o dia e todos sempre lotados, afinal de onde vem tanta gente e tanto dinheiro para movimentar tanto comércio? Sem citar as lojas e centros comerciais de pequenos porte, fico matutando se realmente precisamos consumir tanto.
           Estou passando por uma fase de abstenção de compras tanto por parte de dívidas, como também por falta de interesse em compras, traduzindo, estou triste, mais para "deprê" mesmo, não tenho cabeça, nem condições emocionais e nem muito menos condição financeira para compras neste momento. Estou muito, muito triste, parece que entrei num shopping de emoções e fui direto para as lojas que vendem culpa, tristeza, melancolia, arrependimento e enchi as bolsas e sacolas com tudo o que tinha direito e mais um pouco.
          Hoje vejo a vida a assim: somos consumistas, consumimos coisas, comidas, pessoas, sentimentos e quanto a ultima parte, a dos sentimentos, estes também são capazes de nos consumir, e a mim estão a me fazer de tola, como num shopping onde as vitrines nos seduzem e compramos coisas que nem precisamos e nem mesmo queremos, mas que no final todas as compras foram feitas por você, as compras não entraram nas sacolas sozinhas, pois é, estou nesta de compras em lojas que me seduzem, e estas são as lojas mais densas, as que me atraem, são as que me fazem pensar muito e ficar apática a vida, as sacolas estão assim empilhadas em minhas mãos: remorso, culpa, solidão, tristeza, arrependimento, e como consequência ganhei de brinde saches de: sono e preguiça, fico agora perguntado quando poderei visitar as lojas de: felicidade, alegria, tranquilidade, paz, bom humor, e o que devo neste momento é buscar a coerência, tanto que todos os amigos, aqueles me cercam são unânimes em afirmar que tenho apenas uma solução é esperar pelo tempo, sábio tempo, implacável tempo e porque não inevitável tempo. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Nunca fui bonita

        Esta afirmação é bem realista e nada de depreciação minha, apenas uma constatação, na verdade me acho bonita, sexy, atraente, inteligente e interessante, mas voltando a afirmação do título, é que o conceito de beleza é algo tão particular que por muitas vezes vejo pessoas admirando outras, por estarem bem vestidas, bem maquiadas, sem barriga, bumbum grande, peitão, pernão e  com um comportamento de atrair outras pessoas, dizem que os bonitos são mais simétricos que outros, um lado do rosto e do corpo bem parecidinho com o outro, mas sei que tenho meu espaço, porém esse não é o meu foco, pois beleza vai embora enquanto o bom humor, praticidade, o amor, a amizade, a família tudo isso fica.
        Vivendo num mundo onde a imagem é tudo, milhares de fotos postadas em redes sociais por segundo, pessoas deixando a aparência superior a essência, sim para parecer bonito, negligenciam a saúde com dietas malucas, o tempo com família, filhos e amiga por horas de exercício, e isso tudo é para que? Para satisfazer a vaidade, sim a grande vaidade que penetra no coração dos homens, como já afirmava a Bíblia no Livro de Eclesiastes "vaidade, vaidade tudo é vaidade".
          A beleza é algo necessário, ver pessoas belas faz bem, mas o culto a beleza  vem me deixando cabreira, pois o que por um momento nos chama atenção pode ter sido conseguido com muito sacrifício, e para que, para ser aceito e amado ou amada, verifico ainda que as mulheres tenham mais inclinação a busca pela bela aparência do que os homens, que agora também esta buscando uma aparência perfeita, buscando o que para mim é o óbvio, buscando aceitação, ser querido e amado, uma coisa que deve ser conquistada por um convívio, com atos e com muita paciência, pois conviver com alguém todos os dias e amar esta pessoa não é fácil, pois somos falhos, mal humorados, ranzinzas e muitos outros defeitos que só podem ser visto de perto e que nenhuma maquiagem pode cobrir.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pessoas tóxicas.

        Estava eu pensando em calçar o tênis e ir caminhar, quando a amiga chega e diz, vamos sair, conversar e tomar uma cervejinha? Claro que o tênis ficou encostado na hora e fui logo trocando de roupa, sei que precisamos sair e conversar mas tem pessoas que sempre despertam algo em nós que  guardamos, uma vontade de não seguir o certo, essas pessoas nos liberam de nossos juízes  interiores que sempre nos condenam por fazermos algo que desagrada a linha de comportamento proposto pela sociedade como normal e aceitável, são as pessoas tóxicas, que aqui venho afirmar que por muitas vezes considero-me uma destas pessoas.
        Primeiro vou dar uma definição bem pessoal de tóxico, algo que faz mal, que pode envenenar, mudar a pessoa, mas que também dá prazer, felicidade, relaxar, pois se assim não fosse ninguém faria uso do tóxico, para mim nada mais tóxico que café, chocolate, pão, batata frita, filmes como: o exterminador do futuro, curtindo a vida adoidado, e mais ainda cerveja, sapatos, músicas de rock,  castanhas, e por aí vai.
        Voltando as pessoas tóxicas parece que ficamos esperando a vida toda por encontros com as pessoas tóxicas, que nos fazem relaxar comendo mais, falando mais, dançando mais, viajando mais, gastando mais, saindo mais e porque não dizer vivendo mais, em vez de seguir a vida arisca de forma equilibrada. Porém tudo na vida tem um preço e qual é o que pagamos por este convívio a mil com as pessoas tóxicas, é conhecer mais lugares,pessoas,  engordar, dormir tarde, chegar atrasado no trabalho ou sair cedo para um happy hour , ficar sem voz, estourar o cartão de credito, dever no cheque especial e voltando a ladainha arriscando a viver perigosamente no limite.
E sabe o que acontece depois de um tempo de convívio com pessoas tóxicas, a própria vida faz o favor de afastá-las de nós, nos trazendo voltar a vida pacata e  equilibrada e conduzindo-as a vida de outras pessoas para que estas tenham um acelero, um rompante de ideias, valores e sabores que estavam guardados ou melhor censurados a espera de uma gatilho que disparasse tudo e depois mais uma vez a vida gira e essa pessoas vão saindo da vida de um e entrando na vida de outros, são pessoas nômandes de espírito e de apego e que nos fazem viver muitas coisa inesperadas mas que podem nos fazer mal se persistimos na convivência a longo prazo pois são viciantes e podem nos deixar dependentes e isso  não é bom, mesmo assim desafio você a pensar em alguém que você que conheceu ou conhece que possuam estas caracteriscas, e se você ainda não as conhece,  então fique atenta pois quando depararem com uma delas irá saber, então o meu conselho é que aproveite, mas não se deixe viciar.