segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O realista e a sonhadora.

         Estava eu pensando no ditado popular, que afirma:  os opostos se atraem, mas pelo que eu vejo sempre procuramos nosso pares, pessoas como nós,  para sermos amigos, namorados e esposos, nunca vi ninguém a procura do oposto para se unir, só se for para uma boa briga ou um bate boca. Mas voltando ao ditado, a atração é diferente da escolha e da preferência.
         Sabemos que é mais fácil de convivermos com quem concorda com nossos gostos, nossos pensamentos, do que conviver com quem difere totalmente. E nesta linha vamos a breve história, um breve conto romântico que pode fazer parte da vida de qualquer um, é o caso de amor de um realista com uma sonhadora, ou ao contrário, pois o gênero aqui não é importante, mas atribuir o sonho ao lado feminino para ficar mais de contar meu romance.
            Uma belo dia o belo João, homem forte, viril, lindão, de olhos verdes e tudo mais,  conheceu Maria, morena, cabelos longos e escuros, de olhar penetrante. Ele, pé no chão, sempre pensando em atos e consequências, mesmo assim,  não resistiu a um sorriso e uma flor no cabelo da bela Maria, que passou e sorriu, não um sorriso qualquer, mas aquele sorriso que só as sonhadoras possuem, era como se ela não caminhasse no chão e sim flutuasse, mas ele sorriu, também, com aquele leve franzido na testa, coisa de quem se preocupa muito com o que tem, é aquela coisa  da visão de quem pensa no futuro, é o futuro! e que o hoje é hoje, coisa inconcebível no mundo de uma sonhadora, pois para Maria o futuro , o passado e o presente, são um bolo de energia e de informações processadas ao som de um  música que só ela escuta,.
         A aproximação foi sedutora, ele o conquistador, e ela a conquistada, fatos da vida comum, o tudo iniciou, logo os dois  perceberam suas diferenças mas decidiram ver no que o romance ia dar, foi passando os dias e um dia eles viviam um sonho, gerando por ela, outro dia a realidade gerada por ele,  e em outros momentos apenas vivam, foi tudo indo bem, a busca de um conhecer o outro, de um viver um pouco o mundo do outro, foi uma inesquecível aventura que a vida proporcionou aos dois, ele fala-lhe as verdades, medos, sofrimentos, dor, demonstrados na pele, ela falava de flores, sabores, cheiros, viagens fantásticas, planos mirabolantes, mas o amor e respeito mutuo faziam  os dois andarem juntos e o amor floresceu.
 Eles se divertiam juntos, como amigos, companheiros, amantes, tudo terminava em risos, ele sorria de ver tanta ingenuidade, e ela de acreditar que tinha o poder de conhecer o mundo real, mas como tudo na vida tem começo, meio e fim, foi o que bastou para a combinação desandar, a mistura tinha tudo para não dar certo, ou sei lá, até que podia dar, mas inesperadamente a realidade bateu mais forte que o sonho e superou tudo, e os fez despertar desta linda história de amor onde o bem sempre vence o mal, e mesmo sem nada ter em comum um com o  outro, tudo acabou pois a realidade aproxima os opostos, apenas isto, mas aqui fica a lição: onde o ditado diz que os opostos se atraem, pode até ser verdade , mas que eles vão manter-se unidos por muito tempo essa é outra teoria que deve ser provada e aprovada pela sabedoria popular.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Luzes do Oriente







Luzes do Oriente é o título dado ao espetáculo que acontece anualmente promovido pelo Studio de Dança do Ventre Natália Capistrano, é um espetáculo que apresenta danças árabes e um mix da dança árabe com outros tipos de dança, na verdade o título do espetáculo é sempre abreviado para Luzes, e nada poderia ser providencial do que esta abreviação, não para resumir o título, mas para engrandecer o espetáculo, vou me fazer entender, cada pessoa tem uma luz e a professora Natália, nossa estrela maior, faz com que cada bailarina tenha o seu brilho próprio, ela acolhe a todas, não importando a idade, altura, peso, ela ver o brilho que cada mulher tem e deste ponto todas somos artistas, bailarinas que iremos brilhar mais e mais com nossa própria luz. 
A Nossa estrela maior, Natália, aceita nossas expectativas e ficamos mais jovens, voltando a ser criança, pois foi o que vi nos olhares das meninas, chamarei assim todas as bailarinas deste espetáculo,  que estavam observando as apresentações da coxia ou preparando-se para entrar no palco.
O palco, nada dar mais prazer e medo ao mesmo tempo que o palco, seja um simples, no chão mesmo,  ou um palco de um teatro, com camarins, coxia, cortinas, iluminação e o público, que no nosso caso são familiares, amigos, namorados, gente que nos ama e vai torcer pelo nosso brilho. Mas toda moeda tem os dois lados, acontece erros, pequenas falhas que nos atormentam, é um lenço que cai, um véu que voa, um bastão que escorrega das mãos, um passo mais adiantado ou atrasado, ou para o lado oposto, nossa! Ufa! são tantas mãos frias, tremulas e suadas que quando tudo dar certo ainda temos adrenalina para dissolver os nervos de um elefante.
São meses de preparação, ensaios, figurinos, gastos preocupações, insônia, mais ensaios, mais ansiedade, muita gente de dieta, outras roem unhas, outras comem mais, até que é marcado o ensaio geral e ali vemos a dimensão que o espetáculo ganha, com tudo preparado vamos nos reunir na casa da nossa estrela maior, todas de roupa preta com lencinhos dourados, pois toda estrela brilha, e ficamos vendo e babando a cada espetáculos que passa. Agora foi apresentado o Luzes VI, acredito que iremos somar mais números a este luzes, já temos um publico fiel de 800 pessoas e o que posso dizer é que a chance que tenho de brilhar junto com as outras meninas é algo que não tem preço, nunca eu poderia imaginar que realizando o sonho aprender a dançar dança do ventre seria uma estrela que iria pisar em palcos, acredito que muitas meninas que fizeram parte deste espetáculo por um momento só que seja, ficam cravadas no céu das estrelas que brilham, não no céu azul lá de cima, mas no coração de quem nos ama e nos admira, como nosso público e no coração  da nossa estrela maior, Natália Capistrano ou simplesmente Nati.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Natal da Exclusão.

          Tem uma coisa na minha vida que não é segredo, tenho problemas de depressão na época das festas de: Natal e final de ano, eu e muitas pessoas ficamos tristes, cabisbaixos e muito pensativos nesta época,. Todos falam que Natal é época de perdão, amor, confraternização, troca de presentes e por aí vai, sabe que na minha infância e adolescência era a frase que falava com maior empolgação: Feliz Natal e Feliz Ano Novo, já começava a a dizê-las em agosto, mas sabe como as crianças são ingênuas, e eu como toda criança também era ingênua, mas cresci e desde que isso aconteceu só consigo associar acontecimentos tristes, e quando não ocorre fico cabreira e em alerta.
        Nem gosto de citar coisas que me fazem ficar triste e chorar, mas quanto mais falamos de um problema mais light fica o problema. Exemplificando: coisas que já passei no Natal, ver pessoas brigando, pessoas que não se toleram fazer cara de riso e depois falar mau, e agora trabalhando com Educação Especial, com inclusão de pessoas com deficência, passei uma grande decepção.
      Era uma manhã normal de trabalho, mês de novembro e eu ingenuamente fui me oferecer para fazer parte de uma festa de Natal, todos os alunos com deficiência e eu, que prometeria não sair chorando no meio da festa, estava feliz, com planos para o Natal, amor, perdão, blá, blá,blá, fui imaginado bombons, balões, mensagens, e tudo legal, mas veio a surpresa um grupo de 13 pessoas me deu o fora no Natal,  me excluiu, a mim e os meus alunos com deficiência, então: Onde está a Confraternização?  o Amor? o Perdão? a Inclusão, rá, rá, rá. Um grupo de pessoas mesquinhas, duvido até que sejam cristãs, conseguiram , mais uma vez mostrar a farsa que as pessoas pensam que é um momento de alegria.
       Sabe que ser excluída em pleno Natal é coisa séria, tem que ser muito mau para separar, apartar, exscluir 20 alunos de outros mais por eles serem deficientes com mais idades que outros, por estudarem em outras salas de aula, com alunos sem deficiência, excluírem a mim, uma pessoa que quer voltar a sorrir no Natal, Isso é que é uma demonstração de Espírito Natalino ao avesso, credo!!! Espero que Deus afaste estas pessoas do meu caminho pois tenho medo que crueldade seja coisa contagiosa, pois a festa mais inclusiva do mundo eu fui excluída, que isso me sirva de aprendizado para fazer minha festa sempre com o meu coração e meu sorriso e não com presentes, papais Noéis, bolos e refrigerantes e sim com muito amor e união, que para mim é o verdadeiro significado desta festa.


          

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Viajar

        Interessante vinha pensando para que mesmo viajamos, podemos conhecer algo novo, a eterna busca pelo novo é sempre uma jornada infinita, sou assim, sempre busco: caminhos novos, sabores novos, e conhecer mais coisas, faço isso até  na ida rotineira a casa ou ao trabalho, dobro na rua errada e vou conhecendo novos caminhos, mas para que mesmo viajamos?
        Penso que é para aprender, sou professora e amo aprender, como viver em tal lugar? Sua cultura, língua, palavras, gestos, costumes, prazeres, mas tem momentos que penso viajo para não viver na mesmice, para ser  uma nova pessoa, para sair da minha zona de conforto e confrontar as minhas ideias de: bom, mal, gostoso, belo,feio.
       Quero ver de perto o que só vi nos livros, viajo para mudar, sim, é o que mais acontece comigo, mudanças e mudanças, mudanças de paradigmas, de convicções, modo de realizar as mesmas coisas, sempre vou de uma forma e volto de outra, retorno para casa com mais coragem, com mais garra de viver e vencer, quero novos alvos a conquistar e olho o meu mundo com outros olhos, sonhos de quem viveu e não só passou pela vida, é engraçado ver as pessoas que nunca mudam e são  tão felizes, em mim, acontece diferente, queima uma chama que me faz mover, se estou muito quieta é no mínimo é sinal de doença, e agora que envelheci, meu corpo fica mais lento e pesado, me canso rápido, e até comer agora é crime e faz mal, onde foi que inventaram que o belo é ser "slin" eu tô nem aí, vivo um dia de cada vez e viajar é o máximo, mesmo triste e ruim é bom, pois sair do comodismo me faz crescer e querer vencer e sei que sempre que vou e volto renovada ou pelo menos com um novo aprendizado.




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ninguém deixa ninguém ser felliz?

          Por este dias estava cansada e chateada com uma situação que estava passando, e lembrei desta frase ao ouvir a uma música no rádio: " o tempo não para" cantava o poeta, e fique feliz porque o meu problema iria passar rápido, pois tudo passa, mas sei que temos uma perspectiva de criar ideias que prolongam um sofrimento e abreviam uma alegria, mas sabemos que magnitude do tempo é igual para tudo, porém nós seres humanos é que vamos complicando tudo a nossa volta.
            A questão é que tem horas que penso que o mundo é todo pessimista ou existe uma conspiração mundial inconsciente que faz que ninguém deixe ninguém ser feliz, sempre lembramos o lado ruim das coisas, eu mesma sou fera nisso. 
          Vou contar uma história para exemplificar, estava eu em companhia de minha irmã e amigos em um dia de passeio pela Serra de Guaramiranga um lugar que por unanimidade é lindo, a natureza se apresenta de forma majestosa deixando todos  de queixo caído com sua simplicidade, então paramos a beira de um lago com uma casinha ao fundo aquela paisagem que todo mundo se imaginaria morando naquela casa e todos disseram: " Oh que lugar maravilhoso, queria morar naquela casa" e eu com aquele espírito nada otimista, profiro a seguinte afirmação: "imagine as muriçocas a noite!" Pronto foi o que bastou para cortar todo o romantismo, felicidade que tinha naquele momento, eu estraguei todo um sentimento bucólico e joguei tudo no lixo, então comparando com outros momentos da vida, eu vejo muitas pessoas com comentários desnecessários fazendo o mesmo que eu fiz,a todo momento ouço frases que destroem castelos de sonhos em uma única expressão
   Confesso, e não é segredo mesmo, sou uma sonhadora sempre acredito que não seja por maldade e sim pelo inconsciente coletivo de lembrar ao ser humano que nada é eterno nem belo, que o tempo não para, que tudo acaba e "dar uma sacode" nas pessoas, trazendo-nos a realidade e destruindo o mundo de sonhos que tentamos construir para vivermos melhor, porém para os meus amigos e conhecidos neste mundo, tenho um pedido a fazer, que tal deixarmos de fazer estes comentários e deixarmos cada um no seu mundo de sonhos, estarei tentando a partir de agora,  pois a realidade nem sempre é tão prazerosa e  agradável o quanto deveria ser.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O mundo é dos magros.

           Incrível, subi no ônibus por estes dias e vida uma placa, reservado para deficientes, mulheres grávidas ou com criança de colo, idosos, mas só primeiro ícone era obesos, como assim, obesos passou a ter tratamento diferenciado, e no mesmo patamar de deficiência, estou assusta até onde esta linha de que ser magro esqueleto, tipo rosto de caveira é ser saudável.
           Faço reflexões e chego a mesma conclusão, que sempre devemos buscar o mais difícil, vou explicar o meu pensamento. Durante a Idade Média o conceito de beleza eram as pessoas gordinhas, cheinhas pois a comida era escassa e só poucos a elite, clero e nobres é que tinham alimento fartamente, enquanto a população passava fome eram todos magros e por consequência feios, mas o mundo mudou girou e girou, chegou a era do celular, computador, transgênicos e o alimento ficou farto ao alcance de todos ou a maioria da população tem acesso a comida aí vem o golpe da mídia, do mercado explorador, vamos gerar um novo conceito de beleza que gere dinheiro e sofrimento a maioria da população, na era de salgadinhos de milho a menos de um real, refrigerante de dois litros a 3 reais enquanto o suco custa o dobro entramos num conceito de beleza onde ser magro parecendo um esqueleto, com osso aparecendo por todo lado é bonito, sendo assim as academias ficam lotadas vende-se suplementos alimentar, umas farinhas,  mais caro que uma fruta e por aí vai, gera-se modeladores que apertam tudo, chá diuréticos, cirurgias bariátricas e ainda dizem que é pela saúde, isso é que eu chamo de lavagem cerebral, uma verdadeira indução ao corpo perfeito e não valorizar as pessoas pelos seus sentimento e sorrisos, amores e verdades.


         Nunca vi pessoas parecendo um zumbi e se achando linda, para mim são feias, gosto de gente que rir, e não tem semblante mais triste do que uma pessoa de dieta, com um olhar de peixe morto, sem brilho, sou a favor de sermos sensatos a mesa, mas podemos ser felizes e gordinhos sim, e daí, olho para as celebridades, como o Faustão, parece que veio da seca do XV, comparado com o Jô que continua gordinho e feliz e até já pegou a Claudia Raia que era o conceito de beleza na época, estou já ficando irritada com tanta gente de dieta e passando fome, ficando triste e magra em busca de que? do de sempre de aceitação e de ser amada então vamos nos amar e nos aceitar do jeito que somos e sermos felizes com o nosso torresminho com cerveja ou uma pizza com refri ou mesmo uma simples coxinha da cantina do colégio, pois a vida é só uma e passa rápido demais para nos desperdiçarmos ela sem ser para sermos felizes e amarmos o que temos a nossa volta

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Fazer a vontade dos outros.

                   É interessante pensar que muitas de nossas atitudes e decisões,  vem de propostas feitas por outras pessoas, somos constantemente influenciados e influenciamos, afinal quem nunca cedeu a um pedido feito com a cara de cachorro que caiu da mudança, normalmente este pedido é bem enfático e positivo, como se trouxesse benefícios para as duas pessoas, mas na verdade é fruto do desejo unilateral e colhido unilateralmente.
             Vamos explicar melhor, estamos em um restaurante com uma amiga, você esta querendo comer carne, aí a pessoa diz: adoro o peixe que este restaurante serve, você olha a felicidade com que a pessoa diz o pedido e a acompanha, saindo de lá com vontade de comer carne, continuando e quando é uma relação familiar, mãe e filho, filho e mãe, que a mãe quer comprar algo e o filho a convence do contrário, e vice versa, como sair para comprar roupas e volta com panelas. Agora vamos a relação namorado(a) e marido ou esposa, quantos de nós já cedeu frente ao sorriso de felicidade daquele que amamos e deixamos o nosso desejo de lado, o problema é a constância que fazemos isso é o que devemos  policiar, tanto na quantidade de vezes que cedemos para o outro, como ver o que estamos perdendo.
              Faz poucos dias cedi  a um desejo de uma amiga e fiquei sem realizar o meu, no momento pensei: não dá para abraçar o mundo com as pernas, fazer tudo, mas depois que a condição passou, fiquei matutando: será que o oposto seria verdadeiro? As vezes estamos tão desesperados por companhia, afeto, afago, carinho que deixamos de nos amar, nos acariciar, de fazermos as nossas vontades, e de sermos nossa própria companhia, é, A vida é assim,  todo dia aprendemos algo, e deste dia eu aprendi, irei pensar muito mais nas situações antes de ceder.